O advogado Anatole Magalhães Macedo Morandini, de São José dos Campos, cidade a 97 km de São Paulo, confirmou, na manhã desta sexta-feira (21), em depoimento prestado na sede local da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), sua versão sobre as agressões que teria sofrido depois de reclamar da ocupação irregular por um delegado da cidade, de uma vaga especial para deficientes físicos.
O delegado Damásio Marino, que era titular do 6º Distrito Policial, foi afastado do cargo na quinta-feira (20) pela Secretaria de Segurança Pública do Estado. Segundo a Corregedoria da Polícia Civil, o policial teve sua carteira funcional e a arma retidas e pode ser exonerado, se for considerado culpado.
Morandini, que aos 17 anos levou um tiro durante um assalto que o deixou paraplégico, disse que estava muito triste.
- Me senti desrespeitado e humilhado, com a dignidade ferida.
Segundo ele, o delegado o teria agredido com uma arma atingindo sua cabeça e o rosto. A agressão teria ocorrido depois que ele chamou a atenção do policial por ocupar a vaga, próximo a um cartório.
Além de já ter ouvido o cadeirante e o delegado - que negou a agressão -, a corregedoria já ouviu cinco testemunhas que teriam presenciado o fato e desmentiram o suposto agressor. O resultado do laudo do exame de corpo de delito feito pelo advogado no dia da agressão deve apontar se houve ou não a agressão com arma.
Antes do depoimento, Morandini se reuniu com a comissão de prerrogativas da OAB. Ele mostrou marcas na cabeça, no rosto e na camiseta.
O advogado do delegado, Luiz Antônio Lourenço da Silva, sustenta, no entanto, a versão de que Marino não teria utilizado uma arma, embora tenha desferido dois tapas no rosto da vítima.
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